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A história de Eva Schloss

 


A minha mais recente leitura. Li pelo aplicativo da Biblion, a biblioteca online gratuita.

Esse livro é muito necessário, precisamos de mais histórias autobiográficas sobre o passado, pois teremos um futuro se soubermos como foi o passado, para não repeti-los.

No livro temos detalhes de como foi a invasão dos nazistas na Holanda, como o país sofreu com essa ocupação, como as pessoas lutaram para não serem afetadas por aquela ideologia e vemos também como as pessoas se perderam diante da fome, da ameaça e da violência. Holandeses que antes eram alegres e confiáveis, com o tempo se tornam amargurados e hesitantes.

No decorrer das lembranças de Eva, conhecemos uma jovem cheia de sonhos, de vida e energia. Conhecemos sua bela família, seu pai incrível e admirável, sua mãe protetora e amável e seu irmão extremamente inteligente. Um rapaz cheio de hobbies e aspirações. Eva viveu por algum tempo na clandestinidade (escondida assim como Anne Frank) e descreve em detalhes o curto período em que se sentia protegida. E boa parte do livro se passa no campo de concentração em Auschwitz. Eva não polpa detalhes na sua história, tudo é nos revelado de forma franca e direta. Acompanhamos Eva e sua família em todas as situações desde a sua captura ate os últimos momentos no campo de extermínio.

A sinopse chama Eva de meia - irmã de Anne, mas não é verdade. Eva conheceu a Anne, cresceram na mesma rua e frequentaram a mesma escola. Mas não eram parentes. Mas se Anne tivesse sobrevivido ao holocausto, tenho certeza que seriam melhores amigas e possivelmente irmãs de criação.

Antes eu acreditava que os fortes sobreviveram ao campo, mas eu vi que os últimos presos foram os únicos que sobreviveram. Seria impossível uma pessoa presa em 1940 sobreviver ate 1945. Tudo naquele lugar (a recepção, as suas acomodações, alimentações, tratamento e o trabalho forçado) tinha um único objetivo aniquilação dos judeus, dos ciganos, homossexuais, das testemunhas de Jeová e de outros grupos considerados indesejáveis pelos nazistas.

Motivos para ler:

Um relato fiel da realidade cruel dos campos de Auschwitz.
O forte desejo e a coragem de Eva de sobreviver a tudo.
O amor incondicional de uma mãe para proteger a filha.
A Importância da Tolerância, Diversidade, empatia e solidariedade

O que me incomodou:

⚠️ contem spoiler: Uma cena da Eva com o irmão na clandestinidade trocando carias.

Minha classificação: 

Escala de estrelas: ⭐⭐⭐⭐
Escala de corações:❤️❤️
Leitura quase segura, sem HOT, tem uma cena leve de quase incesto.

Ficha técnica:

Autor/a: Eva Schloss
Editora: Record
Ano de publicação: 2010 
Número de páginas: 256
Categoria: _9788501090447
ISBN: _9788501090447
ASIN: 
goodreads avaliação: 4.3
amazon avaliação: 4.8
Skoob avaliação: 4.4

Sinopse:

Em março de 1938, os alemães invadiram a Áustria e a jovem Eva Geiringer e sua família tornaram-se refugiadas. Como muitos judeus, eles fugiram para Amsterdã, onde se esconderam dos nazistas até serem traídos e presos em maio de 1944. Lá, antes de mergulhar na clandestinidade, Eva conheceu Anne Frank, de quem se tornou amiga, e suas famílias, vizinhas de rua, também mantinham uma boa relação. No dia de seu aniversário de 15 anos ― a mesma idade de Anne ―, Eva foi capturada com os pais e o irmão e eles foram enviados para Auschwitz-Birkenau ― alguns meses antes de os Frank serem descobertos. Durante os nove meses seguintes, Eva e sua mãe, Fritzi, enfrentaram as violências e humilhações diárias de um campo de concentração e escaparam do fuzilamento em diversas “triagens”. Só se livraram com vida dessa terrível experiência graças a uma série de acontecimentos fortuitos. ⚠️O resto da sinopse contém spoiler: Com o fim da guerra, elas descobriram que o irmão e o pai de Eva não haviam sobrevivido. Depois de uma traumática jornada de volta, Eva e Fritzi conseguem retornar à Holanda, e ao voltarem para o antigo apartamento em Amsterdã, reencontram o vizinho Otto Frank, que descobrira que sua mulher e as duas filhas também haviam sido mortas. As famílias se aproximaram e, depois de algum tempo, Fritzi acabou casando-se com Otto. A dor do luto e o sofrimento que compartilhavam os uniu para que formassem um novo núcleo familiar e prosseguissem com suas vidas. Junto com Otto, Eva participou dos trabalhos de divulgação dos famosos diários de Anne Frank, mas somente depois de quarenta anos conseguiu compartilhar sua história pessoal. Em um relato preciso e comovente, ela relembra o cotidiano no campo de concentração e os horrores do capítulo mais desumano da Segunda Guerra Mundial.


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